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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
AVALIAÇÃO DO 3º TRIMESTRE/2009 - PROVA A
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SUBSÍDIO LICÃO 02 - 4trimestre2009
DAVI ENFRENTA E VENCE O GIGANTE
Texto Áureo: I Sm. 17.45
Objetivo: Mostrar que o desafio de Davi a Golias, o gigante filisteu, pode representar a luta espiritual que o crente trava com o mundo, a carne e o diabo.
INTRODUÇÃO
Numa cultura dominada pela guerra, o povo de Israel teve que lidar com seus inimigos. Enfrentá-los nem sempre foi tarefa fácil, principalmente quando preferiu confiar em seus próprios meios ao invés de depender de Deus. Na aula de hoje veremos que um gigante filisteu – Golias – afrontou o povo de Deus. Veremos que quando Israel estava acuado pelo inimigo, apareceu o jovem Davi para enfrentar e vencer o gigante. Ao final da lição destacaremos o papel da confiança e fé de Davi enquanto exemplo para todos os crentes no
enfrentamento dos inimigos espirituais.
Golias era um "campeão" nas batalhas contra os inimigos dos filisteus. Por esse motivo, como era costume da época, era escolhido para representar seu povo
dos Exércitos (I Sm. 17.31-40).
2. A VITÓRIA DE DAVI
Diante do pequeno Davi estava um Gigante, vestido com toda sua armadura (I Sm. 17.5-7). Ao ver a escolha representativa dos israelitas, Golias tomou tal opção como um insulto. Mas o filisteu não teve tempo sequer para tocar em Davi, pois fora abatido por uma pedra certeira, atirada da funda do jovem pastor (I Sm.17.49,50) Se assemelharmos essa batalha com uma luta de boxe, diríamos que ela não passou do primeiro assalto. Com o gigante prostrado por terra, Davi, seguindo os princípios de guerra, deveria concluir o trabalho, decapitando-o (I Sm. 17.50-24). As armas de Golias foram postas na tenda de Davi, como um troféu de guerra. Após a vitória, Davi recebeu de Saul o cumprimento da promessa, a filha como esposa. Davi passa a fazer parte da família real, fazendo uma aliança mais aproximada com Jonâtas, o príncipe herdeiro. Jônatas, desde cedo, reconheceu em Davi um homem vocacionado por Deus. Por isso, não mediu esforços para ajudá-lo, mesmo indo de encontro aos interesses egoístas de seu pai. Algumas lições podem ser extraídas desse episódio: 1) enfrentar gigantes é uma experiência intimidadora – lemos com entusiasmo o relato bíblico sobre a vitória de Davi, mas, no dia-a-dia, lutar contra os gigantes não é uma tarefa fácil; 2) pelejar é uma experiência solitária – ninguém mais pode assumir o posto para o qual fomos chamados, cada um de nós precisa enfrentar os "golias" que se apresentam contra nós; 3) confiar em Deus é uma necessidade – a menos que depositemos nossa fé em Deus, não conseguiremos ir muito longe, ficaremos aterrorizados pelo tamanho dos "gigantes"; e 4) vencer traz conseqüências memoráveis – as vitórias do passado devem nos impulsionar para olhar com maior bravura para
o futuro.
O crente também tem seus gigantes com os quais precisa lutar e vencer. Na verdade, cada um de nós, existencialmente, enfrenta seus próprios gigantes. De modo geral, podemos destacar três gigantes: o mundo, a carne e o diabo (Ef. 2.1-3). Para tanto, é preciso estar preparado, munido não com a armadura de Saul, mas com aquela provida por Deus (Ef. 6.10,11): 1) o mundo - a palavra "mundo", no grego, é kosmos e no Novo Testamento se refere: a) ao planeta terra (At.17:24); b) a raça humana separada de Deus (Jo.14:17); c) as coisas terrenas, como bens, riquezas e prazeres (I Jo.2:15,16); d) o sistema de valores alienado de Deus, que orienta o pensamento dos homens em oposição a Ele (II Pe.2:20). É importante entendermos que o sistema deste mundo é resultado da influência da carne e do diabo sobre os corações dos homens; 2) a carne - é a velha nature¬za que herdamos de Adão, uma natureza que se opõe a Deus e que não é capaz de fazer qualquer coisa espiritual para agradar a Deus. A natureza humana, agora contaminada, tornou-se escrava do pecado e, portanto, incapaz de agradar a Deus (Rm.8:6-8; I Co.2:14). Após a conversão passamos a conviver com duas forças antagônicas que lutam constantemente entre si: o Espírito Santo e a carne (Rm.7:14-25; Gl.5:17). Só será vitorioso neste conflito interior aquele que negar a si mesmo (Mt.16:24) e aprender a depender do Espírito Santo para mortificar a sua carne (Rm.6:3-6; Rm.8:12,13); 3) o diabo – também é conhecido por Satanás, palavra hebraica que significa "adversário". A oposição do inimigo de Deus tem como finalidade estabelecer o seu reino em detrimento do reino de Deus. Ele dispõe de um exército de anjos caídos, mais conhecidos como demônios, para esta finalidade (Ap.12:7; Ef.6:12).
CONCLUSÃO
O exército de Israel intimidou-se com o tamanho de Golias. A presença do gigante apavorou o povo de Deus. Mas entre eles um mostrou-se ter uma fé maior que o tamanho de Golias. Davi creu na providência de Deus e na Sua aliança com Israel. Como fez Davi, também precisamos aprender a confiar no Senhor. Para vencer o mundo, a carne e o diabo, o segredo viver no Espírito de Deus. Diante de todas as adversidades da vida, não devamos dizer que o gigante é grande, mas dizer ao gigante que Deus é Grande. Essa é a lição que
aprendemos com Davi na aula de hoje.
BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.
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LIÇÃO 02 - DAVI ENFRENTA E VENCE O GIGANTE
11 de outubro de 2009
DAVI ENFRENTA E VENCE O GIGANTE
TEXTO ÁUREO
"Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado"
(1 Sm 17.45)
VERDADE PRÁTICA
O desafio de Davi a Golias, o gigante filisteu, representa a luta espiritual que o crente trava com o mundo, a carne e o Diabo.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Samuel 17.43-49.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Quem lê o capitulo 17 de 1 Samuel, principalmente os versículos
I. OS INIMIGOS DO POVO DE DEUS
1. Inimigos numerosos. Os filisteus eram um povo aguerrido, que habitava a planície da costa do Mar Mediterrâneo, desde Jope até o sul de Gaza. Na Bíblia, o país é chamado de Filístia (Sl 87.4), que originou os termos Palestina e palestino. Em Gênesis
O livro de Samuel nos dá a dimensão da grandeza numérica desse povo: "E os filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel: trinta mil carros, e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está à borda do mar; e subiram e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Áven" (1 Sm 13.5). Os inimigos de Israel eram de fato numerosos. Na história se observará que os fiéis a Deus, às vezes, parecem estar em desvantagem pessoal, material, posicional, comunicativa, etc., mas a Palavra do Senhor acerca deles permanece de pé: "Não temas, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o Reino" (Lc 12.32).
2. Inimigos poderosos. De acordo com 1 Samuel 13.20, "todo o Israel tinha que descer aos filisteus para amolar cada um a sua relha, e a sua enxada, e o seu machado, e o seu sacho". Os filisteus dominavam a técnica que permitia instrumentalizar o ferro.Já Israel era mais um povo agrícola, pastoril. O livro de Juízes, do qual 1 Samuel é uma sequência, relata o desvio espiritual de Israel como povo de Deus (JZ 17.6; 21.25). Israel colheu a má semeadura disso ao ser atormentado pelos filisteus (1 SM 4.2,10; 7.3). Parecia impossível Israel vencer o seu potente inimigo, mas nas palavras de fé de Davi, temos a devida resposta: "E saberá toda esta congregação que o senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão" (1 SM 17.47). Somente a provisão divina pode explicar isso!
II. O INIMIGO DE DAVI
1. Amedrontava por seu tamanho. A Bíblia descreve a estatura de Golias com os seguintes detalhes: "Então, saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo" (1 Sm 17.4). Golias impressionava por sua grande estatura. Pelo nosso sistema atual de pesos e medidas, isso corresponde a quase
Golias, confiante em sua grande estatura, desafiou e amedrontou o exército de Israel por quarenta dias (1 Sm 17.11,16). Como o gigante, muitos hoje confiam tão somente em sua "estatura" (em vários sentidos), sem cogitarem que sua derrubada está próxima.
O contraste era grande: de um lado um homem guerreiro e campeão, que amedrontava por sua experiência e seu tamanho; do outro, um jovem do campo, pastor de ovelhas (1 Sm 16.11), mas que demonstrou coragem e responsabilidade no cuidado com o rebanho de seu pai (1 Sm 17.34-37). A diferença física entre os dois era muito grande, tanto que aos olhos do gigante Davi era desprezível: "E, olhando o filisteu e vendo a Davi, o desprezou" (1 Sm 17.42). O homem de Deus pode ser depreciado, ignorado e humilhado, mas, se ele é temente ao Senhor, santo, fiel,perseverante e humilde de espírito, sabe que o Todo-Poderoso lhe dará a vitoria final. Apesar de sua zombaria, Golias não sabia que, a despeito de ser novo, aquele moço possuía as qualidades mencionadas em 1 Samuel 16.18: talento musical, coragem, prudência no falar, boa aparência e, o mais importante, tinha comunhão com Deus.
2. Amedrontava por suas armas e discurso persistente. Golias e seu armamento causavam medo a qualquer um. O texto sagrado, ao falar das armas de Golias, registra: "Trazia na cabeça um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas; e era o peso da couraça de cinco mil siclos de bronze. E trazia grevas de bronze por cima de seus pés e um escudo de bronze entre os seus ombros. E a haste da sua lança era como eixo de tecelão, e o ferro da sua lança, de seiscentos siclos de ferro; e diante dele ia o escudeiro" (1 Sm 17.5-7). Imagine Davi desafiando essa fortaleza móvel, com tantas armas, tendo apenas um cajado, uma funda, cinco pedras do ribeiro e uma pequena sacola!
Golias procurava amedrontar o acampamento israelita com seus persistentes discursos que afrontavam o Deus de Israel. A Escritura registra que o gigante desafiava Israel pela manhã e pela tarde, e isso durou um longo período (1 Sm 17.16,23). É evidente que essa era uma forma de impor medo e manter o exército de Israel sob constante pressão. Essa mesma tática o Diabo repetiu ao tentar Cristo por quarenta dias, e, sendo derrotado, afastou-se até o momento oportuno (Lc 4.13). Assim como Davi, nós devemos resisti-lo e vencê-lo por Cristo (Tg 4.7).
III. A VITÓRIA DE DAVI
1. Davi venceu porque estava sob a direção e autoridade de Deus. Nos dias do patriarca Abraão, Deus firmou uma aliança com ele (Gn 12.1-3; 17.1-11). Essa aliança, o Senhor a confirmou com os descendentes de Abraão: Isaque (Gn 26.3,4) e Jacó (Gn 28.13,14). Herdeiro dessas alianças de Deus com seu povo, Davi sabia que estava sob a proteção do Senhor (2 Sm 7.15,16). Assim, a indignação de Davi não consistia meramente no fato de que Golias estava desafiando os soldados do exército do Povo Escolhido, mas o próprio Deus dos Exércitos de Israel (1 Sm 17.45). O homem segundo o coração de Deus estava convicto de que, assim como havia um exército humano comandado por Saul, existia um exército celestial comandado pelo Senhor!
Na realidade, a vitória de Davi está diretamente relacionada à autoridade espiritual da qual ele estava investido. Ele não lutava em seu próprio nome, mas no nome do Deus de Israel que estava sendo afrontado (1 Sm 17.45). A Bíblia declara que "as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas" (2 Co 10.4). Tal como Davi, o crente é um soldado cristão e jamais deve esquecer que não está lutando contra o sangue e a carne, mas contra os principados e potestades (Ef 6.12), e que, por isso, deve estar sempre revestido de toda a armadura de Deus (Ef 6.11).
2. Davi venceu porque teve fé e confiança
Sempre que a fé está presente, as leis da lógica formal são anuladas. A fé em Deus faz o menor vencer o maior; uma guerra ser vencida sem luta (2 Cr 20.17); a fraqueza virar força (Hb 11.34); e a alegria prevalecer no sofrimento, pois a fé pode crer mesmo contra a esperança (Rm 4.18); ela contempla como existentes coisas que ainda não existem (Hb 11.1). Davi estava tomado por essa fé em Deus, por isso, derrotou o gigante filisteu.
CONCLUSÃO
A vitória de Davi sobre Golias é sem dúvida alguma um grande divisor de águas na história da nação hebraica. De um simples e pequeno pastor desconhecido, Davi passa a ser uma figura-chave na construção da monarquia de Israel. Tudo isso graças à sua coragem e fé ousada na ocasião em que não temeu o enfrentamento com um inimigo aparentemente invencível. Fica para nós a lição de que nenhum gigante é imbatível, quando o combatemos confiando plenamente no Senhor.
EXERCÍCIOS
RESPONDA
1. De acordo com a lição, o que aponta a vitória de Davi sobre Golias?
2. Faça um breve resumo a respeito dos filisteus..
.
3. Descreva, de modo resumido, o contraste entre Davi e Golias.
4. Por quanto tempo Golias afrontou o exército de Israel? Qual era seu objetivo ao adotar tal estratégia?
5. .O que fez com que Davi vencesse Golias?
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sábado, 3 de outubro de 2009
LICAO 01 - 4trimestre 2009
Lição 1
| 04 de outubro de 2009 Davi e a sua Vocação |
TEXTO ÁUREO
"Porém, agora, não subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração e já lhe tem ordenado o SENHOR que seja chefe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou" (1 Sm 13.14).
A vocação de Davi atendeu ao propósito divino de preservar o povo escolhido e a linhagem real do Messias.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Samuel 16.1,3,10-13
INTRODUÇÃO
Não há dúvida de que a história de Davi é uma das mais belas e instrutivas da Bíblia. Somente ele é denominado nas Escrituras de o homem segundo o coração de Deus (1 Sm 13.14). O motivo dessa consideração deve-se ao fato de que Davi sempre estava disposto a cumprir a vontade do Todo-Poderoso (At 13.22). Para nós, que conhecemos a providência divina, sabemos que Davi surge como um homem escolhido pelo Senhor para cumprimento de seus propósitos. I. AS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE DAVI FOI CHAMADO
1. Em meio a uma crise espiritual. De certa forma, a vocação ou o chamado de Davi por parte de Deus externou-se a partir da rejeição de Saul pelo Senhor (1Sm 13.13,14; 15.26-28). É preciso lembrar-seque, antes de ter um rei, o povo de Israel possuía uma liderança teocrática, formada por juízes escolhidos por Deus, os quais defendiam suas causas (Jz 2.16-19). Não obstante, a vontade de Israel manifestada publicamente naqueles dias (cf. 1 Sm 8.1-22), foi esquivar-se do sistema político da teocracia para se tornar uma monarquia como as nações incrédulas vizinhas (1 Sm 8.1-7, 19-22). A vontade do povo não era apenas a de ter um rei, mas de se tornar "como as outras nações" (v. 20). Não era, portanto, apenas por uma simples mudança de regime que o povo estava ansiando, mas por uma troca de governante. Aquela má escolha deixou o profeta Samuel alarmado e triste (1 Sm 8.6).
É nesse contexto que vemos, na história bíblica, surgir Saul (1 Sm 9.1-27), alguém que preenchia os requisitos e as expectativas do povo (1 Sm 8.4-6). Muito cedo em seu governo Saul demonstra não ser um homem disposto a buscar a direção de Deus para dirigir Israel (1 Sm 13). Samuel logo observou ser Saul um rei carnal, fraco, desobediente e sem espiritualidade, e, portanto, desqualificado como líder do povo eleito de Deus (1 Sm 13.14; 15.26-28). O maior problema era que um fracasso iminente do rei significava a derrocada de toda a nação. E isso, infelizmente, não tardou acontecer. Saul assemelhava-se a uma árvore, cujas raízes foram cortadas, permanecendo com sua folhagem verde por algum tempo. E é neste contexto que o Senhor buscou "para si um homem" que lhe agradasse e que se tornaria príncipe sobre o seu povo (1 Sm 13.14). E Davi era esse homem escolhido (1 Sm 16.12,13).
Hoje, assim como naquela época, a obra de Deus sofre, em certos lugares, por desobediência de alguns que chegam a "ensinar" somente por obrigação e vontade humana sem, contudo, ter a aprovação de Deus. Entretanto, não é possível alguém permanecer à frente da obra Deus e ir muito longe se os seus fundamentos espirituais foram derrubados.
Em toda a história bíblica, é possível verificar esta forma de Deus tratar com o seu povo. Durante a peregrinação no deserto, vemos como o Senhor não aceitou a desobediência de Moisés, impedindo sua entrada na Terra Prometida (Nm 20.11,12; Dt 32.51,52). Mesmo não permitindo que Moisés em sua rebeldia continuasse a governar o seu povo e entrasse em Canaã, o Todo-Poderoso não desamparou a sua Tribo Nômade, pois já havia provido outro líder para finalmente introduzi-la na Terra Prometida (Dt 1.37,38).
II. A NATUREZA DA VOCAÇÃO DE DAVI
1. Um desígnio divino. No ensino revelado na Palavra de Deus, a vocação divina é um fato declarado e demonstrado entre o povo de Deus. Ele chama a quem quer, quando quer e capacita como quer e para o que quer. Essa verdade é demonstrada na vida do sucessor de Saul. Quando lemos o Salmo 89.20: "Achei a Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi", vemos claramente que Davi foi escolhido por Deus. Ele foi chamado ou "recebeu uma vocação" da parte do Senhor.
Em um contexto maior, é importante entender que o Messias prometido ao povo de Deus seria um descendente da tribo de Judá e, portanto, Davi é parte direta do cumprimento das promessas divinas a Israel (Is 11.1,2; Jr 23.5,6; At 2.29,30; Rm 1.3). O primeiro versículo do Novo Testamento (Mt 1.1) enuncia o cumprimento desta profecia messiânica. No último livro da Bíblia, o próprio Senhor Jesus, o Messias prometido declara: "[...] Eu sou a Raiz e a Geração de Davi" (Ap 22.16). Tais textos são uma evidência do cumprimento da Aliança Davídica: "Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre" (2 Sm 7.16).
2. A resposta humana. Um dos princípios da vocação divina é a soberania de Deus (1 Cr 28.4,5). Todavia, isso não significa que o Eterno não leve em conta a responsabilidade humana na realização de seus propósitos (1 Cr 28.6,7).
Saul subiu ao trono em resposta à pretensão do povo (1 Sm 8.4-6), que, após ouvir a "descrição" divina do perfil do rei (1 Sm 8.9-18), respondeu categoricamente: "Não, mas haverá sobre nós um rei. E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras" (vv.19b,20). Assim, de acordo com o discurso do apóstolo Paulo na sinagoga de Antioquia, o Eterno deu Saul em resposta ao injusto clamor do povo e segundo o que eles idealizaram (At 13.21). Em seguida, Paulo declara que Deus "levantou como rei a Davi" (At 13.22). Enquanto Davi foi levantado em decorrência da vontade divina (1 Sm 13.13; 15.26-28; 16.1), Saul foi dado por Deus segundo o desejo de Israel de ter alguém com o perfil desse rei (1 Sm 9.14-20; 10.17-27).
Isso mostra que a escolha divina de homens para o seu serviço leva também em conta a liberdade humana e não a invalida. Saul não estava predestinado ao fracasso (1 Sm 13.13), tampouco Davi estava destinado ao sucesso continuamente (1 Rs 11.38). Contrastando a vida de ambos, observamos que os dois foram ungidos da parte de Deus por Samuel sob iguais condições de conduzirem o reino de Israel. Mas a forma como cada um procedeu ante a esse chamado foi muito diferente.
III. O PROPÓSITO DA VOCAÇÃO DE DAVI
1. Abençoar a nação judaica . Para entendermos o contexto da chamada de Davi, devemos levar em conta o caráter profético da nação hebraica: "Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha" (Êx 19.5). Apesar de estar atualmente sob provação divina e temporária por causa de sua incredulidade, Israel continua a ser uma nação profética (Rm 11.15-26). Deus escolheu Israel dentre os demais povos para que, através desta nação, tivesse lugar o seu maravilhoso plano de salvação para a humanidade inteira. Davi estava consciente disso ao exclamar: "E quem há como o teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem Deus foi resgatar para seu povo?" (2 Sm 7.23a). Sob a Nova Aliança feita pelo sangue precioso do Filho de Deus (Lc 22.20), o Pai também tem um propósito especial com a sua Igreja, chamada de "Israel de Deus" (Gl 6.16; 1 Pe 2.9,10).
2. Abençoar a humanidade. Davi foi uma bênção para o seu povo porque estabeleceu um poderoso reino firmado em Deus e também deixou uma imensa riqueza espiritual e cultural, contida nos seus muitos maravilhosos Salmos (2 Sm 23.1,2). Além de rei de Israel, Davi foi também profeta de Deus (At 2.29,30; 2 Sm 23.2). Cristo Jesus, o legítimo herdeiro de Davi, abençoaria a humanidade com o seu reinado e domínio em todos os sentidos (Lc 1.32). Ele é Rei e brevemente reinará em dimensões nunca conhecidas entre os homens (Jr 23.5,6).
CONCLUSÃO
Vimos, pois, que a vocação de Davi fez parte da vontade de Deus, que na sua soberania e presciência escolhe a quem quer para a realização dos seus desígnios. Nada está fora do seu controle e nada acontece sem a sua permissão. Mesmo em meio às crises e reveses da vida, Ele continua sendo Senhor da história.
EXERCÍCIOS
RESPONDA
1. Qual foi a verdadeira intenção dos israelitas ao pedirem um rei ao Senhor?
2. Qual a causa primária da rejeição de Saul?
3. Qual a natureza da vocação de Davi?
.4. Qual é o princípio da vocação divina?
5. De que modo a vocação de Davi foi uma bênção para toda a humanidade?
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
QUESTIONÁRIO LIÇÃO 01 - 4trimestre 2009
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
LIÇÃO 13 - A SEGURANÇA EM CRISTO
EXERCÍCIOS
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